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domingo, 22 de dezembro de 2013

Flown - Magic Place

quarta-feira, 27 de março de 2013

Amor errante

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Sete Mares

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Jus a lo Mar e lo Rio


Concepção: Pedro Caldeira Cabral
Arranjo: Jorge Varrecoso Gonçalves e Vasco Azevedo

Uma cantiga de amigo (marinha), da autoria de João Zorro, o jogral de Lisboa e do Tejo (viveu certamente durante o reinado de D. Dinis): fala a donzela (namorada) da sua decisão ou desejo de ir ver o barco que o rei mandou preparar para uma missão e nela deseja partir com o seu amigo. 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Stella splendens in monte

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Mercy Street

terça-feira, 31 de julho de 2012

Lux Feminae

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Em busca...

sábado, 13 de agosto de 2011

"Aqui na orla da praia, mudo e contente do mar" *

* Fernando Pessoa



domingo, 12 de junho de 2011

Dindirindin

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Douce Dame Jolie




Douce dame jolie,
Pour dieu ne pensés mie
Que nulle ait signorie
Seur moy fors vous seulement.

Qu'adès sans tricherie
Chierie
Vous ay et humblement
Tous les jours de ma vie
Servie
Sans villain pensement.

Helas! et je mendie
D'esperance et d'aïe;
Dont ma joie est fenie,
Se pité ne vous en prent.

Douce dame jolie,
Pour dieu ne pensés mie
Que nulle ait signorie
Seur moy fors vous seulement.

Mais vo douce maistrie
Maistrie
Mon cuer si durement
Qu'elle le contralie
Et lie
En amour tellement

Qu'il n'a de riens envie
Fors d'estre en vo baillie;
Et se ne li ottrie
Vos cuers nul aligement.

Douce dame jolie,
Pour dieu ne pensés mie
Que nulle ait signorie
Seur moy fors vous seulement.

Et quant ma maladie
Garie
Ne sera nullement
Sans vous, douce anemie,
Qui lie
Estes de mon tourment,

A jointes mains deprie
Vo cuer, puis qu'il m'oublie,
Que temprement m'ocie,
Car trop langui longuement.

Douce dame jolie,
Pour dieu ne pensés mie
Que nulle ait signorie
Seur moy fors vous seulement.

domingo, 17 de abril de 2011

Nuage


Sylvain Chauveau - Nuage


Dorme sobre o meu seio,
Sonhando de sonhar...
No teu olhar eu leio
Um lúbrico vagar.
Dorme no sonho de existir
E na ilusão de amar.
Tudo é nada, e tudo
Um sonho finge ser.
O 'spaço negro é mudo.
Dorme, e, ao adormecer,
Saibas do coração sorrir
Sorrisos de esquecer.

Dorme sobre o meu seio,
Sem mágoa nem amor...

No teu olhar eu leio
O íntimo torpor
De quem conhece o nada-ser
De vida e gozo e dor
.

Fernando Pessoa

segunda-feira, 14 de março de 2011

O Canto da Sibila


El Cant de la Sibil·la - 2010 - Carmen Jaime

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Canção de Galadriel

sábado, 1 de janeiro de 2011

Morrer de Amor

Aubrey Beardsley, Lancelot and the Witch Hellawes

Hellawes era uma feiticeira que amava à distância o nobre guerreiro Sir Lancelot, por quem se apaixonara profundamente há sete anos. Acabou por conseguir atraí-lo à sua Capela dos Perigos onde tentou por todos os meios que conhecia inspirar o seu amor.

Mas não lhe servia de nada porque o cavaleiro constante e leal amava apenas uma mulher, a rainha de Artur, a bela Guinevere, e viera à capela com uma única missão em mente, a de buscar talismãs medicinais para o cavaleiro ferido Sir Meliot.

Quando Lancelot partiu com os talismãs, não estava minimamente afectado pelo amor de Hellawes nem pela sua magia. A feiticeira compreendeu enfim que ele jamais a havia de amar e morreu de desgosto amoroso.


"Triste Vida Vivyre" - Sete Lágrimas (Diáspora)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Canto Lírico


Joanna Newsom - Sprout and the Bean

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Amor


My Brightest Diamond - Hymne à l'amour

sábado, 20 de novembro de 2010

Outro Mundo


Antony and the Johnsons - Another World

sábado, 13 de novembro de 2010

"Yo m' enamori d' un aire"

Vasily Alexandrovitch Kotarbinsky (1849-1921)

O Anjo e a Princesa


Oh que choros vão no paço
Oh que lutos, que tristeza!
Morre, morre a cada instante
A nossa linda princesa.


Os físicos não se entendem,
Vão-se uns e outros vêm;
Mas o mal que ela padece
Não lho descobre ninguém.


Nos olhos que se lhe enturvam,
Já treme a luz derradeira.
Reza o ofício da agonia
Negro monge à cabeceira.


Se inda chegará a tempo
Dessas guerras dalém-mar
O bom do rei que inda possa
A sua filha abraçar!


A filha que ele ama tanto,
Única filha querida,
A menina dos seus olhos,
Bordão da cansada vida!


Pois chegou. Tanto cativo,
Tanto despojo que traz!...
Com vitórias o enganava
Fortuna, que acinte o faz.


Pelas porta do palácio
O real cortejo entrava,
Olha o rei a um lado e outro,
Nem uma voz o aclamava...


Pela filha, que não via,
Não se atreve a perguntar,
Mas ao quarto da princesa
Foi direto sem parar:


- Minha filha, minha filha !
Que tens tu, filha querida?
E ela abria os olhos turvos
Que já não têm quase vida...


«A metade do meu reino,
Da minha c’roa real,
A quem salvar a princesa,
Quem acertar c’o este mal.»


A estas palavras do pai
Meneia a pálida fronte,
Com quem diz: «Não o entendem,
Nem cura o meu mal consente.»


- «São pesares... não se sabe...»
Responde o físico-mor,
Outro mal lhe não descubro...
Só se for o mal d’amor.»


Um rubor desfalecido
Assomou na face lenta
Que já do suor da morte
Se cobria macilenta.


Os olhos que no pai tinha
Cravados desde que o viu,
Com mostras de pejo e medo
Para a terra os descaiu.


- «Não tenhas, filha, receio,
Levanta os olhos, querida;
Seja quem for, será teu:
Jurei-o por tua vida,


Seja ele ou rico ou pobre,
Seja fidalgo ou peão,
Desde já por genro o tomo,
E aqui lhe dou tua mão.»


Como quem o ultimo esforço
De doce mágoa fazia,
Com inefável brandura
Os olhos ao pai erguia;


Suave longo suspiro
Dentre os lábios lhe fugiu...
Era a vida que passava,
Que sem dor se despediu.


Foram para a amortalhar,
No peito um sinal lhe achavam
De letras que ninguém leu,
Que estranhas formas tomavam.


Sete sábios são chamados
Para haver de as decifrar:
Cada um sete línguas sabe,
Não nas podem soletrar.


Só o mais velhos dos sete,
Que andara na Palestina,
Disse: - «Outras letras como estas
Eu já vi numa ruína,


«Junto dos cedros do Líbano,
Já no meio entre a terra e o céus,
Do tempo que às filhas do homem
Falavam anjos de Deus.


«Mas lê-las não sei nem posso:
Nem que soubesse, o fizera:
Segredos são de outro mundo
Que, neste, Deus não tolera.»


No alto daquele monte
Um alto cedro nasceu;
Ou anjos o semearam,
Ou foram aves do céu.


Que ali cresceu de repente,
De uma noite para um dia;
E outro igual em todo o reino
Como aquele não havia;


Foi à noite que a princesa
Ali veio a sepultar;
Era um sítio seu querido
Donde soia de estar,


Aonde horas esquecidas,
Sòzinha, de quando em quando,
Com as estrelas do céu
Parecia estar falando;


E onde, uma noite sem lua
Que as estrelas mais brilhavam,
Houve quem visse nos ares
Umas roupas que alvejavam,


E descer a pouco e pouco,
E ao pé da infanta parar
Um vulto... visão... ou sombra...
Mas sombra de luz sem par:


E foi desde aquela noite
Que a não viu mais rir ninguém.
Anjo era o que lhe falava...
Mas se Deus... ou de quem?...

Romanceiro, Almeida Garrett

Arianna Savall: Yo m'enamori d'un aire

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A canção de Amergin

Sou o vento que sopra sobre o mar,
Sou a onda do oceano,
Sou o murmúrio das vagas,
Sou o touro dos sete combates,
Sou o abutre sobre as rochas,
Sou um raio de sol,
Sou a mais bela das plantas,
Sou a valentia do selvagem javali,
Sou o salmão nas águas,
Sou um lago na planície,
Sou todo um mundo de conhecimentos,
Sou a ponta da lança de batalha,
Sou o deus que criou o fogo da mente.

Este poema consta na lenda das Invasões da Irlanda e terá sido declamado por Amergin - chefe bardo dos milésios, invasores da Irlanda - por volta de 1268 a.C., quando desembarcava na Irlanda. Foi preservado pelos monges irlandeses em forma de canção.


The song of Amergin - Lisa Gerrard